# A raposa e as uvas

_Esopo_ · 1 min read · ages 3-8

Numa tarde quente, uma raposa faminta avista cachos de uva brilhantes no alto de uma parreira e salta três vezes seguidas sem conseguir alcançá-los. Afastando-se sem pressa, diz que pensava que as uvas estivessem maduras, mas que agora as vê verdes e azedas.

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Numa tarde quente, uma raposa faminta passou por uma parreira e viu, lá no alto, uns cachos de uva bonitos e brilhantes.

Deu um pulo, mas as uvas ficaram longe demais. Recuou alguns passos, tomou impulso e saltou de novo, bem mais alto. Nada. Tentou ainda uma terceira vez, com toda a força que tinha, e os cachos continuaram fora do seu alcance.

A raposa parou, ajeitou o pelo e deu meia-volta, como se nada daquilo tivesse a menor importância.

— Pensei que aquelas uvas estivessem maduras — disse ela, afastando-se sem pressa. — Agora vejo que estão verdes e azedas.

**Moral:** A gente costuma desprezar o que não consegue alcançar.

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- Source: Aesop's Fables: a new translation, tr. V. S. Vernon Jones (1912) (https://www.gutenberg.org/ebooks/11339)
- Public-domain basis: Talerie contemporary retelling (CC0 2026), based on: Aesop's Fables: a new translation, tr. V. S. Vernon Jones (1912) — translation: author died 564 BC (+70 passed); translator V. S. Vernon Jones died 1955 (+70 passed)
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