Pular para o conteúdo
Uma tartaruga avança por um caminho ensolarado rumo ao poste de chegada com uma fita, enquanto a lebre dorme à sombra de uma árvore, mais atrás, ao entardecer.

A lebre e a tartaruga

Esopo

2 min de leitura4–9 anos

A lebre zomba do passo lento da tartaruga, que a desafia para uma corrida, e as duas chamam a raposa para marcar o percurso e julgar a chegada. Certa da vitória, a lebre tira um cochilo à beira do caminho e, quando acorda de susto e dispara pela estrada, chega tarde demais: a tartaruga já tinha vencido a corrida.


Numa tarde quente, a lebre encontrou a tartaruga atravessando o caminho e caiu na gargalhada ao ver o tamanho dos passos dela.

— Do jeito que você anda, o dia acaba antes de você chegar em qualquer lugar — disse a lebre.

A tartaruga esperou a risada passar.

— Espere um pouco — respondeu ela. — Aposto uma corrida com você. E aposto também que quem ganha sou eu.

A lebre achou aquilo a coisa mais engraçada que já tinha ouvido.

— Então vamos ver — disse ela.

Chamaram a raposa, que marcou o percurso e ficou de julgar a chegada.

Dado o sinal, as duas partiram juntas. Em pouco tempo a lebre já ia tão à frente que mal enxergava a tartaruga lá atrás. “Tenho tempo de sobra”, pensou. Deitou-se à sombra de uma árvore à beira do caminho e pegou no sono.

A tartaruga, enquanto isso, seguia. Um passo, depois outro, sem pressa e sem parar. Passou pela lebre adormecida sem fazer barulho e continuou pelo caminho afora, até que a linha de chegada apareceu adiante. A raposa viu a tartaruga cruzar a linha.

Uma raposa sentada junto ao poste da chegada olha para a tartaruga, que já cruzou a linha, enquanto a lebre corre ainda longe, ao fundo, ao entardecer.

A lebre acordou num sobressalto. Disparou pela estrada como nunca tinha corrido na vida, esticada rente ao chão, as orelhas coladas na cabeça, mas chegou tarde demais. A tartaruga já tinha vencido a corrida.

Recontado pela Talerie, Fonte: Aesop's Fables: a new translation (abre em uma nova janela)

Licença: Domínio público