
A cigarra e a formiga
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Num dia gelado de inverno, a cigarra chega tiritando de frio e pede à formiga alguns grãos, porque está morrendo de fome. A formiga quer saber o que ela fez o verão inteiro e, ao ouvir que só cantou, manda a cigarra passar o inverno dançando e volta, rindo baixinho, a revirar os grãos ao sol.
Num belo dia de inverno, a formiga espalhou ao sol os grãos que tinha guardado. Tinha chovido semanas a fio, e o trigo do celeiro estava úmido demais para durar até a primavera.
Foi então que a cigarra chegou, tiritando de frio.
— Me dá uns grãozinhos, por favor — pediu ela. — Estou morrendo de fome.
A formiga parou o trabalho por um instante, coisa que ia contra todos os seus princípios.

— Posso fazer uma pergunta? — disse. — O que você andou fazendo o verão inteiro? Por que não juntou comida para o inverno?
— É que eu vivia tão ocupada cantando — respondeu a cigarra — que nunca me sobrava tempo.
— Bom, se você passou o verão cantando — disse a formiga —, passe o inverno dançando.
E, rindo baixinho, voltou a revirar os grãos ao sol.
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