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Retrato pintado de um homem magro de testa alta, bigode escuro e olhar sereno, de terno, colete e gravata do início do século XX.

João Simões Lopes Neto

1865–1916

João Simões Lopes Neto (1865–1916) escreveu o pampa como ele soava. Nasceu em Pelotas, no Rio Grande do Sul, e viveu ali quase a vida inteira.

Escrever não era o ganha-pão dele, e os negócios com que tentou ganhar a vida não deram certo: tocou uma fábrica de vidro, uma destilaria, uma fábrica de fumo e cigarros, uma torrefação de café e até uma empresa de mineração de prata em Santa Catarina.

O que ficou foram três livros publicados nos últimos anos de vida, Cancioneiro guasca em 1910, Contos gauchescos em 1912 e Lendas do Sul em 1913, e os Casos do Romualdo, que saíram em jornal em 1914 e só viraram livro décadas depois. Nesses livros a fala do gaúcho entra na literatura sem ser corrigida nem enfeitada, e é por isso que continuam sendo lidos mais de um século depois.

Lendas de João Simões Lopes Neto

6 lendas