
A Lenda da Iara
4 min de leitura a partir dos 7 anos

Brasil 1842–1909
João Barbosa Rodrigues (1842–1909) foi um dos grandes botânicos do Brasil e dirigiu o Jardim Botânico do Rio de Janeiro de 1890 até morrer. Estudou sobretudo orquídeas e palmeiras, e só de orquídeas descreveu mais de quinhentas espécies novas.
No começo da década de 1870, o governo imperial o mandou à Amazônia para estudar as palmeiras. Passou lá mais de três anos, subindo rios como o Tapajós, o Trombetas e o Capim, e desenhava tudo o que encontrava: plantas, bichos, objetos indígenas. Em 1883 voltou à região para fundar em Manaus o Museu Botânico do Amazonas, que dirigiu até o fim do Império.
Junto com as plantas, anotava as histórias que ouvia. Em 1881 publicou na Revista Brazileira o artigo Lendas, crenças e superstições, que abre com A Yara: uma moça de cabelos longos e negros que canta na nascente de um igarapé e perde o pescador que se deixa encantar. É uma Iara bem diferente da loura que os poetas românticos tinham posto em verso. Em 1890 saiu a Poranduba amazonense, com dezenas de narrativas indígenas escritas em nheengatu, a língua geral da Amazônia, e traduzidas para o português.
1 lenda

4 min de leitura a partir dos 7 anos