
A Lenda da Vitória-Régia
3 min de leitura a partir dos 6 anos

Brasil 1882–1934
Alfredo Ladislau (1882–1934) viveu e trabalhou no Pará. Formou-se em Direito em Belém, em 1908, e foi juiz, jornalista e cronista. Em 1904 tinha publicado Scenas da vida paraense, um livro de contos curtos, e mais tarde escreveu um livro de direito, O Código Civil Aplicado.
Seu livro mais conhecido é Terra Immatura, sobre a Amazônia, que saiu em Belém em 1923 e teve uma terceira edição no Rio de Janeiro dez anos depois. Começa num banco da Praça da Matriz de Santarém, ao pôr do sol, onde dois filhos da região, Arianda e Aiúna, discutem por que a Amazônia continua sem aproveitamento. Arianda põe a culpa no descaso e nos maus governos; Aiúna, na própria terra, nova e ainda por fazer, uma “terra ainda immatura”, expressão que deu nome ao livro. Vêm depois capítulos sobre os rios, os lagos, a gente e o trabalho da região, e no fim algumas lendas amazônicas. Os críticos da época o compararam a Euclides da Cunha e a Alberto Rangel, e anos mais tarde o livro deu nome a uma revista literária de Belém.
A última dessas lendas é a da vitória-régia. Numa manhã de agosto, na época das cheias, Pedro Velho, um antigo piloto e pescador que o acompanhava nas caçadas, o levou de canoa a um lago numa ilha perto de Alenquer, onde a planta crescia. Ladislau lhe pediu uma lenda, e ele contou a que tinha ouvido de um tuxaua do rio Curuá, embora ele mesmo não acreditasse nela. Ladislau a escreveu com suas próprias palavras e lamentou não ter conseguido guardar os comentários com que o remador acompanhava as passagens mais incríveis.
1 lenda

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