
A Lenda do Fio Vermelho
7 min de leitura a partir dos 8 anos

Li Fuyan foi um escritor chinês do século IX, da dinastia Tang, e dele conhecemos muito melhor o livro do que o homem. É o nome que aparece como autor do Xu Xuanguai lu, algo como “Novos registros do misterioso e do estranho”, uma coletânea de contos fantásticos em chinês clássico reunida por volta de 830.
Quem estava por trás desse nome ninguém sabe ao certo. Para alguns estudiosos, era Li Liang, um funcionário de carreira do império. Para outros, era um candidato aos exames imperiais de alguns anos depois, que entregou aos examinadores uma coletânea de histórias do sobrenatural, ouviu que aquilo era pura fantasia e desistiu dos exames.
Num dos contos, o jovem Wei Gu encontra antes do amanhecer um velho que lê, à luz da lua, o registro dos casamentos de todo o mundo. Na sacola ele leva cordões vermelhos, com os quais une desde o nascimento os futuros marido e mulher. No original, o cordão prende os tornozelos, e não o dedo mindinho, que é uma forma posterior, japonesa. Aquele velho virou Yue Lao, o deus chinês do casamento, e a lenda do fio vermelho, que no Brasil muita gente acha que veio do Japão, tem nesse conto o seu registro escrito mais antigo.
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