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Retrato em aquarela de um homem de barba cheia e escura, de farda azul-marinho com dragonas, cordão dourado e medalhas, diante de uma estante de livros.

José Vieira Couto de Magalhães

Brasil 1837–1898

José Vieira Couto de Magalhães (1837–1898) nasceu em Diamantina, Minas Gerais, e foi político, militar e escritor do Império. Presidiu as províncias de Goiás, do Pará e de Mato Grosso, e governava São Paulo em novembro de 1889, quando caiu a monarquia. Costuma ser lembrado como um dos pioneiros dos estudos de folclore no Brasil.

Conhecia o interior do país como poucos. Governou Mato Grosso durante a Guerra do Paraguai, explorou o rio Araguaia em 1863 e levou para lá a navegação a vapor. Nessas andanças aprendeu a língua geral de origem tupi, o nheengatu, e falava ainda francês, inglês, alemão e italiano.

Em 1876, a pedido do governo imperial, publicou O Selvagem, e apressou a impressão para que o livro ficasse pronto antes da abertura da exposição do centenário dos Estados Unidos, na Filadélfia. A obra traz um curso de nheengatu e um estudo dos costumes e das crenças indígenas, com lendas que ele mesmo recolheu. Uma delas é a lenda de Mani, a menina enterrada dentro de casa, de cuja cova nasceu a mandioca. Couto conta que a ouviu em Belém, da mãe do coronel Miranda, uma senhora de uns setenta anos.

Lendas de José Vieira Couto de Magalhães

2 lendas