
O Gato de Botas
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1628–1703
Charles Perrault (1628–1703) passou quase a vida inteira na administração francesa e só escreveu os contos no fim dela. Mesmo assim, foi o livro que publicou em 1697 que fixou a Cinderela, a Bela Adormecida, o Gato de Botas e a Chapeuzinho Vermelho numa forma estável, em vez de uma forma diferente a cada vez que alguém contava a história.
Desde 1663, sob o ministro Colbert, foi secretário da Pequena Academia (a futura Academia de Inscrições e Belas-Letras), em 1671 entrou para a Academia Francesa e em 1683, aos cinquenta e cinco anos, perdeu o cargo. Quando Paris discutiu se os antigos seriam insuperáveis, ele ficou do lado dos modernos. O irmão, Claude, era arquiteto e trabalhou no Louvre.
Quando saiu Histoires ou contes du temps passé, Perrault tinha sessenta e nove anos, e o nome dele não aparecia na folha de rosto: a dedicatória vinha assinada pelo filho, Pierre Darmancour. Logo o livro passou a ser chamado de outro jeito: Contes de ma mère l’Oye, os Contos da Mamãe Gansa.
Perrault não inventou essas histórias. Pegou o que as pessoas contavam umas às outras e escreveu de um jeito que durasse, curto e com uma moral em versos no fim.
3 contos

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