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Retrato em aquarela de um homem robusto de cabelos brancos penteados para trás e barba grisalha, de terno escuro e gravata, diante de estantes e cortina.

Juan Bautista Ambrosetti

Argentina 1865–1917

Juan Bautista Ambrosetti (1865–1917) foi um naturalista argentino que acabou se tornando arqueólogo e etnógrafo. Nasceu em Gualeguay, na província de Entre Ríos, estudou em Buenos Aires e formou-se naturalista viajando. Aos vinte anos acompanhou uma expedição de naturalistas ao Chaco, e em 1886 passou a dirigir a seção de zoologia do museu provincial da cidade de Paraná, em Entre Ríos.

Em 1890 fez a primeira de três viagens a Misiones, no nordeste argentino. Nas noites ao pé do fogo, nos ervais do Alto Paraná, foi anotando o que ouvia. A lenda da Caá-Yarí, a avó da erva-mate, ele recolheu em grande parte do amigo dom Eloy Rodríguez, ervateiro de Tacurú-Pucú, na margem paraguaia do rio. O resto foi juntando aos pedaços entre os homens que cortavam a erva no meio da mata, os chamados mineros, com muita paciência e, como ele mesmo conta, até fingindo acreditar. Para ele, era uma lenda indígena na origem, modificada depois, no tempo das missões jesuíticas. Publicou-a em 1893 nos Materiales para el estudio del Folk-lore misionero, na revista do Jardim Zoológico de Buenos Aires, e por esse trabalho é considerado o pai dos estudos de folclore na Argentina.

Depois seu interesse se voltou para o noroeste do país. Percorreu os vales Calchaquíes e a Puna de Atacama, escavou em Pampa Grande e em La Paya, na província de Salta, e a partir de 1908 dirigiu as escavações do Pucará de Tilcara, em Jujuy. Foi o primeiro diretor do Museu Etnográfico da Universidade de Buenos Aires, criado em 1904, e o dirigiu até morrer; hoje o museu leva o seu nome. Deixou dezenas de monografias e é lembrado como um dos pioneiros da arqueologia argentina. Morreu em Buenos Aires em 1917, aos 52 anos. O dia em que nasceu, 22 de agosto, é o Dia do Folclore na Argentina.

Lendas de Juan Bautista Ambrosetti

1 lenda