
A Lenda do Mapinguari
2 min de leitura a partir dos 7 anos

Brasil 1880–1940
João da Silva Campos (1880–1940) nasceu em Santo Amaro, no Recôncavo baiano, e morreu em Salvador. Engenheiro geógrafo formado pela Escola Politécnica da Bahia, trabalhou anos na Amazônia, foi cronista do passado baiano e reuniu uma coletânea de contos populares da Bahia.
Na juventude, ao lado de Jonas da Silva, foi um dos iniciadores do simbolismo na Bahia e fundou em 1900 a sociedade literária Nova Cruzada, em cuja revista começou a publicar, em 1902, suas “Crônicas d’Antanho”. Como engenheiro, trabalhou também no Rio Grande do Norte, no Espírito Santo e em Minas Gerais. Escreveu uma crônica da capitania de São Jorge dos Ilhéus, e dois livros seus, Procissões tradicionais da Bahia e Tempo antigo, só saíram depois de sua morte.
Os Contos e fábulas populares da Baía foram impressos em 1928 como apêndice de O folk-lore no Brasil, de Basílio de Magalhães, que ele mesmo escolheu para apresentá-los. Na explicação que abre a coletânea, conta que tirou cada conto “diretamente, da versão popular”, quase todos numa pequena área do Recôncavo, e que conservou a fala do povo com suas “cacofonias, corruptelas e solecismos”. No fim, separados dos baianos, ficaram uns poucos contos de outras regiões do Norte e do Nordeste. O primeiro deles é “O Mapinguari”, um conto de seringueiros registrado às margens do rio Purus, no Amazonas.
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