
A Cabra-cabriola
3 min de leitura a partir dos 6 anos

Brasil 1851–1923
Francisco Augusto Pereira da Costa (1851–1923) dedicou a vida inteira ao passado de Pernambuco. Nasceu e morreu no Recife e só saiu de Pernambuco três vezes. De família pobre, estudou apenas até o primário e começou a trabalhar ainda menino numa livraria; a história, aprendeu por conta própria.
Aos vinte anos já era funcionário público, e em 1872 passou a escrever no Diario de Pernambuco. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito do Recife em 1891, quando já era casado e tinha filhos. Foi fundador da Academia Pernambucana de Letras, em 1901, e deputado estadual por Pernambuco de 1901 até a morte. Do Instituto Arqueológico Pernambucano, onde entrou em 1876, dizia: “O Instituto foi minha escola, foi minha tenda de trabalho.” Sua obra maior, os Anais pernambucanos, reúne em dez volumes a história da região de 1493 a 1850, em ordem cronológica, e só foi impressa depois que ele morreu.
Em 1908 saiu o Folk-lore pernambucano, cerca de 640 páginas sobre aquilo em que o povo de Pernambuco acreditava, o que cantava e o que contava: superstições, poesia popular, pastoris, parlendas e brincadeiras de criança. No capítulo das superstições aparece a Cabra-cabriola, que de noite entra nas casas e come as crianças que encontra, com uma bocarra de dentes afiados e fogo saindo pelos olhos, pelas ventas e pela boca. Pereira da Costa não a inventou. Conta que são muitos os contos populares em que ela figura e transcreve um deles, o que chama de “particularmente seu”.
1 lenda

3 min de leitura a partir dos 6 anos