
Numa tarde quente, uma raposa faminta avista cachos de uva brilhantes no alto de uma parreira e salta três vezes seguidas sem conseguir alcançá-los. Afastando-se sem pressa, diz que pensava que as uvas estivessem maduras, mas que agora as vê verdes e azedas.
Numa tarde quente, uma raposa faminta passou por uma parreira e viu, lá no alto, uns cachos de uva bonitos e brilhantes.
Deu um pulo, mas as uvas ficaram longe demais. Recuou alguns passos, tomou impulso e saltou de novo, bem mais alto. Nada. Tentou ainda uma terceira vez, com toda a força que tinha, e os cachos continuaram fora do seu alcance.
A raposa parou, ajeitou o pelo e deu meia-volta, como se nada daquilo tivesse a menor importância.

— Pensei que aquelas uvas estivessem maduras — disse ela, afastando-se sem pressa. — Agora vejo que estão verdes e azedas.
Recontado pela Talerie, Fonte: Aesop's Fables: a new translation (abre em uma nova janela)
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