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Um corvo grasna em um galho de carvalho e deixa cair um pedaço de queijo, enquanto uma raposa sentada no chão observa a queda numa floresta de outono.

O corvo e a raposa

Esopo

1 min de leitura4–9 anos

Um corvo com um queijo no bico está pousado em um galho de carvalho, e uma raposa que passa por ali o elogia até ele abrir o bico para cantar. Quando o queijo cai, a raposa o pega no chão, ao pé da árvore, e diz que o corvo tem voz, mas que lhe falta juízo.


Um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico. Uma raposa que passava por ali reparou nele e logo tratou de pensar num jeito de ficar com aquele queijo.

Chegou perto, parou debaixo da árvore, olhou para cima e disse:

— Que pássaro bonito eu vejo aí em cima! Não existe outro igual. Que penas macias, que brilho! Se a voz dele for tão bela quanto as penas, então não há dúvida nenhuma: ele merece ser o rei de todos os pássaros.

A raposa ergue o focinho e fala junto ao tronco do carvalho, enquanto o corvo, pequeno e no alto, guarda o queijo preso no bico fechado.

O corvo ficou todo cheio de si. E, só para mostrar à raposa que também sabia cantar, abriu bem o bico e soltou um grasnado bem alto.

O queijo caiu, é claro. A raposa apanhou o queijo do chão, olhou mais uma vez para o galho e disse:

— Voz o senhor tem, isso eu ouvi. O que falta é juízo.

Recontado pela Talerie, Fonte: Aesop's Fables: a new translation (abre em uma nova janela)

Licença: Domínio público