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Uma pomba azul-acinzentada, num galho baixo de uma árvore velha, olha para o rio, onde uma formiga minúscula vai num galhinho com folhas levado pela água.

A Formiga e a Pomba

Esopo

2 min de leitura a partir dos 3 anos

Uma formiga com sede desce até a beira do rio para beber, e a correnteza forte a arrasta. Num galho debruçado sobre a água, uma pomba vê a formiga se debater, quase se afogando.


Era uma vez uma formiga que estava com muita sede. Ela desceu até a beira de um rio para beber água, mas a correnteza era forte e a arrastou. A pobre formiga se debatia no meio do rio e estava quase se afogando.

Ali perto crescia uma árvore com os galhos debruçados sobre a água, e num deles estava pousada uma pomba. Ela viu a formiga lutando contra a correnteza. Sem perder tempo, arrancou uma folha com o bico e a deixou cair no rio, bem ao lado da formiga.

A formiga subiu na folha e se agarrou com força. Boiando devagar, chegou sã e salva à margem.

Pouco tempo depois, apareceu um caçador de passarinhos. Ele parou debaixo daquela mesma árvore e começou a armar suas varinhas com visgo, uma cola grudenta que prende as aves pelos pés. Era a pomba que ele queria, e ela continuava lá em cima, entre os galhos, sem desconfiar de nada.

À beira do rio, um caçador barbudo e descalço, de chapéu de palha, ergue duas varinhas com visgo para a pomba no galho, e uma formiga sobe no pé dele.

A formiga, lá embaixo, viu tudo e entendeu o que o caçador pretendia. Subiu no pé dele e o picou com toda a força.

O caçador deu um grito de dor e largou as varinhas no chão. Com o barulho, a pomba se assustou, bateu as asas e voou para bem longe.

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Recontado pela Talerie, fonte: Three Hundred Aesop’s Fables (abre em uma nova janela) Domínio público